Aos
pés dos shyrdaks
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O
exterior singelo da yurta contrasta com um interior repleto
de elementos surpreendentes, como os shyrdaks, um tradicional
tapete de feltro que pode durar de 30 a 40 anos. Originalmente
apenas 2 cores compunham sua trama. Mas, a partir dos anos
60, tornou-se moda fazer shyrdaks coloridos que, com seus
designes geométricos, substituíram a temática naturalista
dos originais. |
Os shyrdaks
são feitos a partir de 2 peças coloridas de feltro (verde e vermelha)
costuradas juntas. O esboço do modelo é então desenhado de giz
num canto do topo da camada de feltro. Na 2ª metade do molde,
o feltro é dobrado, batendo-se aparte traseira para que o giz
seja impresso na outra metade do feltro. Este processo é repetido
para produzir outra imagem na outra metade do quadrado. Deste
modo, obtém-se um perfeito e simétrico molde. Uma faca é usada
para cortar em volta do esboço, o que resulta em 4 peças de feltro:
2 fundos e 2 modelos internos em diferentes cores.
| As
duas partes de trás são separadas para que a interna seja
costurada, formando um painel. Quando o segundo painel está
completo, os dois são costurados juntos, formando uma imagem
espelhada de cores contrastantes. Os painéis são rodeados
por uma borda, geralmente triangulares, simbolizando as montanhas.
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A tecelagem
do Shydak envolve muitas mulheres, que trabalham com o objetivo
de fazer peças maiores. Estas consomem cerca de 1 mês e
meio, enquanto os menores são feitos em 15 dias. O processo
tradicional é feito à mão, mas já existem fábricas ocupando-se
dos shydaks.
Esse
carpete é feito em todo Quirguistão. Mas ele fez de Naryn
a região mais famosa por sua qualidade e variedade em shyrdaks.
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