Tubus

Menina Tubu - Saara Central
foto Douglas Kim

"Tu"de Tibesti, uma das mais imponentes cadeias de montanhas do Saara no Tchad e "Bu" que na língua Kanuri significa homem, os Tubus são o povo nômade do Saara Central. Cerca de 200.000 deles são de religião islâmica e estão, na maioria, distribuídos entre o Tchad (no maciço do Tibesti) e a Líbia. Minorias também são encontradas nas regiões do Níger, sobretudo próximo à fronteira Tchadiana.

A pele bem escura, traços delicados e cabelos ondulados são suas características marcantes. Além disso, esse povo é famoso por sua resistência física em caminhadas de longas distâncias, consumindo pouquíssima quantidade de água. No clã Tubu, homens e mulheres têm uma definida divisão de tarefas: as mulheres se ocupam das construções das casas de terra batida e os homens, do alevamento dos animais e do cultivo de sorgo e milhete. Outra característica é que os tubus tecem suas próprias vestimentas.

Tuaregs
Descendentes dos berberes, os tuaregues conservam, ainda hoje, além da sua própria língua, o espírito guerreiro e avesso à sedentarização. Graças a ele, seus hábitos e costumes foram preservados da repressão cultural do governo nigerino, obstinado em adaptá-los à nova imagem de um país que se moderniza.
Uma das práticas é o uso de turbante azul escuro pelos homens, que raramente é retirado em público.

Antes da chegada dos transportes comerciais modernos, os tuaregues eram soberanos, com sua técnica de criação de camelos - que eles vendiam como animais de carga a caravanas. Mais tarde, destacaram-se também na condução das mesmas, quando tiveram o monopólio do sal de Bilma no comércio transaariano.

Face Tuareg - Niger

As jóias Tuaregues - um trabalho em prata com desenhos muito elaborados - é objeto de coleções e têm muito apreço pelo mercado internacional. Mas, além da estética e da arte, vários adereços têm uma função religiosa.

Hauças
Quer Hauça signifique "língua leste", como em Songai; ou "banco esquerdo do Niger", o povo que recebe este nome soma 20 milhões de indivíduos dispersos entre o Niger meridional, Nigéria setentrional e uma pequena parte no Tchad. Com origem sudanesa e influência berbere, o clã dos hauças é patriarcal.
Abdullahi Smith via os primitivos hauças viverem em pequeninas comunidades agrícolas, aldeolas formadas por grupos de famílias com roças contíguas. À medida em que a aldeia ou gari, em hauça, expandia-se, o poder era concentrado nas mãos de um chefe. Os garis cresciam uns mais depressa que os outros. E, quando um se sobressaia, colocava o outro sob seu senhorio. A rápida expansão das vilas hauças - bem localizadas próximo aos rios, regatos, fontes ou lençóis subterrâneos, em região de pouca chuva - favoreceu o crescimento e o fortalecimento destas aldeias. Mais tarde, elas se tornaram cidades - estados, quando abrigaram novos imigrantes e consolidaram um refúgio seguro contra ataques dos inimigos. Como conseqüência, dominaram o comercio transaariano junto aos árabes.
Ainda hoje conservam suas tradições mercantis e artesanais, sobretudo na confecção de máscaras e estátuas e na pintura que ornamenta suas casas.

Songais
Foi talvez no século XI, ou no correr dos cem ou duzentos anos seguintes, que os Songais migraram da Hauçalandia ou do lago Chade, estabelecendo-se como senhores, ao sul do grande arco do rio Níger. Há quem suspeite que ele emigraram quando as cidades hauças começaram a tomar forma. Seriam, neste caso, certas linhagens que, por não terem logrado êxito na disputa pelo poder na região, preferiram ir para terras distantes a permanecer como súditos no país natal. No período medieval, este povo orgulhoso tinha Gaô (Mali) como capital. E seu território estendia-se do Senegal ao Níger. Hoje, dispersos entre o Mali e o Níger, os Songais se ocupam sobretudo da pesca e do cultivo do arroz e do sorgo.

Faces Wodaabe - Saara Central
foto Mundus

Faces do Saara
foto Douglas Kim

 


 

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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