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1º
Dia: São Paulo / Paris
Sábado à tarde, comparecimento ao Aeroporto Internacional
de Guarulhos para embarque com destino a Paris.
2º
Dia: Paris
Chegada a Paris pela manhã, com desembarque no Aeroporto
Charles de Gaulle. Não há traslados na Capital.
A acomodação prevista é feita em um dos
hotéis conveniados da Air France. Tarde livre.
3º
Dia: Paris / Niamey
Pela manhã, comparecimento ao Aeroporto Charles de
Gaulle para embarque com destino a Niamey. Chegada a Niamey
à tarde. Recepção e traslado ao Hotel.
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4º
Dia: Niamey
Pela manhã, visita a capital do Niger. A despeito do "boom"
econômico dos anos 70 ( produzido pela febre do urânio),
Niamey, como outras capitais do Sahel, pode ser explorada em pequenas
caminhadas. Ao longo da ponte Kennedy, de onde a cidade se espalha,
pela manhã e nos fins de tarde, camelos e seus condutores
ainda trafegam entre carros e ônibus. Entre os principais
pontos de atração turística estão o
Museu Nacional com um dos mais importantes acervos do Leste Africano,
o Mercado Central e a Nova Mesquita.
5º
Dia: Niamey / Agadez
Cedo pela manhã, partida por terra para Agadez . O percurso
de 700 Km é um prenúncio da diversidade étnica
e topográfica da região. Chegada e acomodação
em Agadez.
6º
e 7º Dias: Agadez
Dias dedicados à exploração de Agadez. Cravada
no centro do tráfego transaariano, esta cidade permanece
fiel aos seus dias de glória. Pelo burburinho das ruas de
areia cheias de vida e som, passeiam as tradicionais indumentárias
Tuaregues. É mágica no conjunto de seus elementos:
a composição de seus esquemas cromáticos, o
jogo de luz e sombra do "Vieux Quartier" - cidade antiga,
a arquitetura das casas de barro batido em estilo sudanês,
seus mercados e mercadores. E, enfim, neste cenário, a imagem
mítica da Mesquita de Agadez, paira como se flutuasse por
toda a cidade. Uma vivência inesquecível.
8º
Dia: Agadez / Tiguidit (Air Meridional)
Cedo pela manhã, acomodada em veículos 4x 4, a expedição
parte por terra na direção leste rumo à falésia
de Tiguidit. Uma sinuosa formação sedimentaria, que
preserva testemunhos da ocupação da área no
período neolítico: inscrições rupestres
e vários artefatos líticos. Ainda aos pés da
falésia, apresenta-se uma série de monumentos de pedra
circulares do período pré- islâmico. Embora
de significado desconhecido, teorias afirmam que as mandalas de
pedra seriam tumbas mortuárias ou locais de oração
e adoração. Acampamento nas proximidades do oued de
Bargot .
9º
Dia: Árvore do Téneré / Fachi
Pela manhã seguimos viagem em direção ao Poço
de Ouafagadout. No passado, este foi ponto de referência para
o comercio caravaneiro e as rotas mediterrâneas que se dirigiam
aos impérios de Kanem e Bornou. O local também marca
a partida para as primeiras areias do Teneré. Pouco depois,
atingimos o marco de metal que substituiu a árvore do Teneré,
que era o único exemplo de acácia Raddiana num raio
de 400 km, tendo sido abatida por um veículo em 1974. Prosseguimos
então em direção a Fachi. Teneré na
língua Tuareg significa "nada". A paisagem revelada
é formada por fileiras de dunas, que se estendem na direção
leste- oeste, dando-nos a sensação de estarmos superando
um mar de ondas de areia. Ao final da
manhã, atingimos o oásis Facci, ao pé da falésia
homônima. Outro marco importante na Rota do Sal, este vilarejo
segue os padrões da arquitetura berbere: circundadas por
muros, as casas de argila são construídas sobre um
plano irregular em meio a vielas estreitas. Nos detemos no vilarejo,
onde saboreamos o mercado local e entramos em contato com a população.
Poucos quilômetros depois, visitamos as salinas. Ainda hoje
a extração e comércio do sal sustenta numerosas
famílias. E, se a época
áurea
desta atividade passou, seus métodos de extração
permanecem. O sal do Saara, tido como o melhor sal, provém
das depressões naturais da região, onde os sistemas
de drenagem do Período Holoceno e dos períodos úmidos
anteriores se transformaram em lagos interiores. Este secaram aos
poucos, deixando profundos depósitos salinos para serem explorados
em minas a céu aberto. Os blocos de sal são moldados
em formato de cuia e cilíndrica, sendo estocados para a espera
das caravanas. Acampamento acima da falésia.
10º e 11º Dias: Fachi / Bilma /
Dirkou
Pela manhã, partimos em direção a Bilma. O
percurso entre o imenso corredor de dunas é inebriante. Adiante,
mostra-se o perfil da falésia de Kawar, cujos pés
aparecem como miragens. Bilma encontra-se imersa em uma vegetação
luxuriante. A visão de um oásis é sempre surpreendente.
Mas, de fato, seus jardins são o resultado de um trabalho
árduo dos homens do deserto, uma obra de inteligência
e vigilância, segundo técnicas muito antigas que demostram
um profundo conhecimento desse ecossistema. Nós nos detemos
entre a população de maioria Kanouri e Tubu. Fazemos
uma incursão no palmerário de tamareiras e prosseguimos
para as salinas. Houve um tempo, durante a caravana anual do sal,
em que Bilma recebia mais
de 10
mil camelos. Sua localização estratégica a
caminho do Tchad e Sudão permanece no centro de um grande
trafego comercial. Uma etapa obrigatória para o reabastecimento
de combustível. Acampamento junto à Falésia
de Kawar.
12º
e 13º Dias: Kawar / Segguedine / Platô do Djado
Agora seguimos rumo ao norte, ao longo do lado ocidental da Falésia
de Kawar. Nosso primeiro destino é o Oásis de Segguedine.
De lá, praticamente na base do Platô de Djado, atingimos
uma das regiões mais inexplorada e selvagens de todo o Saara.
O altiplano vulcânico é todo ele cortado por movimentos
teutônicos, criando grandes fossas pelo abaixamento do terreno.
Prosseguimos para Chirfa, onde alguns nômades Tubus habitam
as redondezas. No horizonte , rochas avermelhadas
criam as mais inusitadas silhuetas.
14º e 15º Dias: Djado / Djaba /
Fassassa
Num passado recente, Djado e Djaba, no caminho da rota de comércio
entre o mediterrâneo e a África Negra, eram uma parada
obrigatória antes da grande travessia do Teneré. Prósperas
cidades, cercadas pelos jardins de seus oásis, refletiam
em sua arquitetura influências Emita e Berbere. A época
da coibição do tráfico de escravos entre o
Niger e Líbia e o empobrecimento das condições
do solo coincidem com o desaparecimento de ambas. Hoje, a visão
das cidades abandonadas é soberba e misteriosa. Seguindo
rumo ao norte, atingimos então a "Catedral de Fassassa",
de onde partimos para um passeio à pé pela região.
16º
Dia: Teneré de Tafassasset / Arakao
Iniciamos a travessia do Teneré de Tafassasset, com sua imensidão
absoluta. A analogia é explicita: deserto deriva de desertar,
abandonar. Os grandes espaços do Teneré não
são apenas paisagens, mas palcos para transformações.
O olhar sem obstáculos se rende a um horizonte que se desnuda
completamente. Nossa meta é Arakao, já no universo
montanhoso do maciço Air - um circulo contínuo de
montanhas que, neste ponto, mesclam-se, tocando o Teneré.
É surpreendente.
17º,
18º e 19º Dias: Arakao / Adrar Chiriet / Izouzadene /
Temet
Nestes três dias, percorremos o "Reino do Air",
entre as montanhas de rochas calcárias - com suas várias
tonalidades do mármore - até as dunas mais altas do
Teneré: Temet.
20º e 21º Dias: Temet / Iferouane
/ Agadez
Deixando as dunas de Temet, começamos nossa descida verso
o sul. Aos pés do Monte Tamgak, surge Iferouane: o mais belo
dos oásis da região. Um banho nas águas límpidas
da guelta de Timia precede a nossa visita à vila. De Iferouane,
deixamos as últimas imagens das grandes montanhas do Air
até a pista que nos leva a Agadez. Fim da tarde, retornamos
a Agadez.
22º
Dia: Agadez
Dia livre para um merecido descanso.
23º
Dia: Agadez / Niamey
Partida por terra para Niamey. Acomodação em Niamey
no fim do dia.
24º
Dia: Niamey / Paris
Dia livre em Niamey. À noite, traslado ao aeroporto e embarque
com destino à Paris.
25º
Dia: Paris / São Paulo
Pela manhã, chegada a Paris. Após breve espera, embarque
no vôo com destino à São Paulo. Chegada à
noite, deste mesmo dia, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
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