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A
Cheia
No
pico das águas, o Pantanal é um cenário de pura poesia. O
espelho d'água recebe as cores e as reflete de uma maneira
muito especial. Os rios transbordam, alagam os campos e se
transformam nas verdadeiras estradas da estação. Por um lado
isto reduz a mobilidade, dando margem à incrível habilidade
do pantaneiro. Começa o balé aquático de pernas que
remam, enquanto mãos pescam ou abrem caminhos entre os camalotes.
Os animais estão nas cordilheiras, um pouco mais fáceis de
achar, embora também mais difíceis de se ver porque o mato
cresceu e ficou exuberante.
O
safari da Cheia também tem o seu ritmo ajustado, poupando
os animais - para que não se sintam muito acuados. Sem espaço
de fuga, o escape pelas águas deixa-os mais vulneráveis e
estressados.
O
pantaneiro durante a Cheia está basicamente na rotina da ronda
e da "malhação ", não lida muito com o gado - fica apenas
monitorando e verificando a malhada e os Cucurutus ( aterros
altos onde o gado dorme seguro ).
A
Vazante
Com
o fim das chuvas, a água cede espaço para a terra, porque
já deu a ela o descanso necessário ao plantio. Agora é a vez
de dar alimento aos animais, que ressurgem.
A
vazante é a grande celebração da natureza no coração do Pantanal.
Nesta época, nuvens compactas de pássaros dominam as paisagens
e a algaravia deles quebra o silencio da planície. No inicio
da Vazante, começam os trabalhos com gado, que vai desde a
assistência aos rebentos à vacinação e à marcação.
A
Seca
A
seca abre caminho no Pantanal, variando imensamente a modalidade
de observação dos animais. Sobre o cavalo pantaneiro, mais
forte e resistente, o safari adquire uma marcha especial.
A pé pelo cerrado, campo ou savana, é possível o contato direto
com o animal, em uma vivência inesquecível.
De carro, pode-se cruzar as incríveis estradas da região e
suas porteiras ( o número de porteiras e seus variados modelos
daria um ensaio fotográfico e uma estatística). Com o bicho
solto e com bastante espaço, o safari não encontra desafio
maior que o calor.
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