A falésia de Bandiagara no Mali é a morada dos Dogons. O povo cujo nome significa aqueles aos quais foi dada a palavra, habita uma fratura geológica e simbólica, onde cada rocha, cada baobá e cada animal são constituídos de um espírito e deuma alma com os quais eles dialogam e interagem.O mundo Dogon não participa do imenso interesse dos estudos antropológicos, cuja "descoberta" deste povo é recente, também desconhece que seus objetos sagrados sejam a menina dos olhos do setor etnológico do Metropiltan Museum de Nova York, e muito menos que os mesmos sejam artigos de cobiça entre os principais antiquários europeus, fonte de lucros extraordinários.Aos Dogons basta ter apenas todo o tempo do mundo ou um tempo que é só deles. Reunidos: Dogons, Djenne, Mopti, Rio Niger e Timbuctu - a cidade dos desejos, o lugar fora do tempo, o mito - fazem acender o fogo sagrado dos viajantes à procura de grandes descobertas.

17 DIAS DE VIAGEM

1º Dia: São Paulo / Paris
À noite, comparecimento ao Aeroporto Internacional de Guarulhos para embarque com destino a Paris.

2º Dia: Paris

Chegada a Paris pela manhã, com desembarque no
Aeroporto Charles de Gaulle.Não há traslados na
Capital. A acomodação prevista é feita em um dos
hotéis conveniados da Air France Tarde livre.

3º Dia: Paris / Bamaco

Início da tarde, comparecimento
ao Aeroporto Charles de Gaulle para embarquecom destino a Bamaco. Chegada à noite em Bamaco, capital do país. Recepção e traslado ao hotel.

4
ºDia: Bamaco / Segou
Pela manhã, visita a casa dos artesãos.
Um passeio que vale pela riqueza exuberante e desafiadora dos

objetos produzidos na África Sub-saariana. Segue-se para a visita ao mercado popular e ao museu da capital.Retorno ao hotel. À tarde, partida por terra para Segou (235 km),aproximadamente4 horas de viagem.Acomodação em Segou.

5º Dia: Segou / Djenne
Pela manhã, partida por terra para Djenne (332 km), aproximadamente 4h30 de viagem. No caminho, visita à Vila Bambara de Syn.Alojamento no local.

6º Dia: Djenne / Sangha
Pela manhã, visita à cidade. Provavelmente, esta é a mais fascinante e certamente a mais antiga das cidades sahelianas do trafego de caravanas da África Ocidental. Se, os tempos de glória durante a idade média se passaram, a cidade quase nada mudou. A clássica imagem da Mesquita de Djenne, cuja construção em barro batido e madeira fincada é o maior e o melhor exemplo de uma arquitetura magnífica, magnetiza o olhar que vagueia da Mesquita ao Grande Mercado, permeando as estreitas ruas e labirintos. Às segundas-feiras, em frente à mesquita, instala-se um mercado típico. Sendo Djenne uma das maiores cidades da região de bani, afluente do Níger, a mesquita e mercado recebem milhares de fiéis, vindos de várias partes do país.O mercado superlotado é uma oportunidade única de se ver reunidos o mosaico de povos ao longo do rio Níger: seus hábitos, vestimentas, adornos. À tarde, partida por terra para Sangha (225 km), aproximadamente 3h30 de viagem, sendo o ponto de partida para a exploração dos vilarejos Dogon. Chegada e acomodação em Sangha.

7º e 8º Dias: Djenne / País Dogon
Dias de exploração dos vilarejos Dogon. A falésia de Bandiagara no Mali, uma fratura geológica de aproximadamente
200 km de extensão, localizada entre a savana e a planície do Rio Níger, serviria como refúgio natural para os Dogons.
As paredes escarpadas da rocha lhes ofereciam proteção e abrigo, por camuflarem perfeitamente suas casas. Construídas da mistura de argila, palha e esterco bovino, elas eram e ainda são quase indistinguíveis à distância. Erguidas junto às paredes mais altas do penhasco, estas só eram acessíveis através da escalada da rocha (algumas ainda o são), sobretudo aquelas que serviram de objeto para a ocupação inicial. O terreno, aqui e ali pontilhado de pedras soltas, dificultava a escravização de seus membros por grupos de cavalaria. E, do alto da falésia, a vista privilegiada sinalizava a aproximação da ameaça quando ainda poderia ser evitada ou seu impacto, minimizado.A terra dos Dogons, hoje sob a proteção da UNESCO como
patrimônio mundial, conta com uma população estimada em 300.000 habitantes, dispersos em um número incontável de vilarejos. De vilarejo a vilarejo, exploramos a pé os elementos que compõem a falésia, a construção dos diferentes tipos de habitações, a casa do sacerdote espiritual da aldeia (Hogon), a gruta das circuncisões, os mercados, e o dia-a-dia de um dos mais enigmáticos e contundentes povos da África. E, por fim, ao pôr-do-sol, do alto da Vila de Tireli, assistimos ao espetáculo genuíno da dança das máscaras Dogon. Pernoites em acampamentos.

9º Dia: Pais Dogon / Mopti
Pela manhã, partida por terra a Mopti (130 km). No caminho, visita às famosas pinturas rupestres dos Songo. Chegada a Mopti à tarde. Conhecida também como a Marrakesh da África do Oeste ou Veneza do Mali, é compacta o suficiente para ser facilmente explorada, tornando-se ponto encontro de viajantes com o ininterrupto trânsito das pirogas, embarcações locais.

10º Dia: Mopti
O dia é livre para explorações independentes.

11º e 12º Dias: Rio Níger
Pela manhã, partida para Kona e embarque na piroga para o cruzeiro pelo Rio Níger, verdadeira espinha dorsal líqüida, que percorre o país mais ou menos de uma extremidade à outra. Da fronteira da Guiné à fronteira nigeriana, o rio estende-se por 4.200 quilômetros de afluentes, braços e canais formando uma região que os franceses chamaram de La Boucle até desaguar no golfo da Guiné. Mas as imagens deste rio e suas relações com a vida dos povos às suas margens e que dele se utilizam para o deslocamento, irrigação, comércio e comunicação formam um dos mais belos momentos desta expedição. A paisagem se altera à medida em que navegamos: ora são dunas que denunciam a maior proximidade com
o Saara, quando o rio serpenteia o deserto, ora as margens se alargam e se estreitam, o nível das águas sobe e desce, forçando o manobrista a procurar a saída para não encalhar no fundo de areia e lama. Passamos por aldeias de pescadores, algumas diminutas com apenas algumas poucas habitações e pequeníssimas mesquitas. Hipopótamos à vista, praias de águas claras, tons de verde inesperados, as canoas que circulam com as mais variadas mercadorias, os homens que se banham para o Tabaski, pastores banham seus carneiros, as mulheres que carregam roupas para serem lavadas nas margens do rio, as crianças cujo entusiasmo não cansam de nos acenar dão o tom à navegação.É, de certo, impossível não perceber também a rudeza das margens áridas do rio, das
muitas necessidades visíveis, mesmo sob o encanto instantâneo da beleza destas paisagens. O Níger torna tudo à sua volta extremamente vivo. Os homens e mulheres estão ativos; são gentis e receptivos. A paisagem se recicla. Os ventos fortes,
que arrancam a leve camada arável, acalmam. O frio cede à umidade deste ciclo da vida. Toda a trajetória no Niger, a duração da navegação, depende dos humores das condições do tempo, sobretudo da presença dos ventos que, quando muito fortes, ameaçam o avanço da navegabilidade. Assim, é preciso contar com imprevistos desta ordem. E, se necessário for, esperar até que os ventos se acalmem para prosseguir viagem, adequando-a ao restante da programação. Só o que podemos dizer é: vale a pena! Traga livros, material para escrever, muitos rolos de filme. Refeições e pernoite são realizadas nos bancos do Niger.

13º Dia: Rio Níger / Timbuctu
Manhã navegando. Chegada ao porto de Timbuctu no fim da tarde. À chegada, traslado por terra ao Hotel. Citando o viajante Paul Auster: "Lá onde termina a carta geográfica do mundo, começa aquela de Timbuctu... o domínio absoluto de nada". E, nós chegamos ao nada pelos caminhos do Rio Niger: mareados, exaustos, vestidos à rigor (dos rigores do tempo), atingindo finalmente o destino idealizado.

14º Dia: Timbuctu
Visita à mística cidade que, por séculos, foi um importante
centro de caravanas, comércio e de grandes escolas islâmicas do Saara.

15º Dia: Timbuctu / Bamaco
Pela manhã, traslado ao aeroporto e embarque no vôo com destino a Bamaco.
Desembarque e acomodação em Bamaco. À tarde, visita ao museu nacional.

16º Dia: Bamaco / Paris
Dia livre para explorações independentes.
À noite, traslado ao aeroporto para embarque no vôo com destino a Paris.

17º Dia: Paris / São Paulo
Chegada a Paris pela manhã. Após breve espera, embarque no vôo com destino a São Paulo.
Chegada à noite, deste mesmo dia, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Aguarde...em breve !