|
1º Dia: São Paulo / Paris
À noite, comparecimento ao Aeroporto
Internacional de Guarulhos para embarque com destino a Paris.
2º Dia: Paris
Chegada a Paris pela manhã, com desembarque no
Aeroporto Charles de Gaulle.Não há traslados
na
Capital. A acomodação prevista é feita
em um dos
hotéis conveniados da Air France Tarde livre.
3º Dia: Paris / Bamaco
Início da tarde, comparecimento
ao Aeroporto Charles de Gaulle para embarquecom destino a
Bamaco. Chegada à noite em Bamaco, capital do país.
Recepção e traslado ao hotel.
4ºDia:
Bamaco / Segou
Pela manhã, visita a casa dos artesãos.
Um passeio que vale pela riqueza exuberante e desafiadora
dos | |
objetos
produzidos na África Sub-saariana. Segue-se para a visita
ao mercado popular e ao museu da capital.Retorno ao hotel. À
tarde, partida por terra para Segou (235 km),aproximadamente4 horas
de viagem.Acomodação em Segou.
5º
Dia: Segou / Djenne
Pela manhã, partida por terra para Djenne (332 km), aproximadamente
4h30 de viagem. No caminho, visita à Vila Bambara de Syn.Alojamento
no local.
6º
Dia: Djenne / Sangha
Pela manhã, visita à cidade. Provavelmente, esta é
a mais fascinante e certamente a mais antiga das cidades sahelianas
do trafego de caravanas da África Ocidental. Se, os tempos
de glória durante a idade média se passaram, a cidade
quase nada mudou. A clássica imagem da Mesquita de Djenne,
cuja construção em barro batido e madeira fincada
é o maior e o melhor exemplo de uma arquitetura magnífica,
magnetiza o olhar que vagueia da Mesquita ao Grande Mercado, permeando
as estreitas ruas e labirintos. Às segundas-feiras, em frente
à mesquita, instala-se um mercado típico. Sendo Djenne
uma das maiores cidades da região de bani, afluente do Níger,
a mesquita e mercado recebem milhares de fiéis, vindos de
várias partes do país.O mercado superlotado é
uma oportunidade única de se ver reunidos o mosaico de povos
ao longo do rio Níger: seus hábitos, vestimentas,
adornos. À tarde, partida por terra para Sangha (225 km),
aproximadamente 3h30 de viagem, sendo o ponto de partida para a
exploração dos vilarejos Dogon. Chegada e acomodação
em Sangha.
7º
e 8º Dias: Djenne / País Dogon
Dias de exploração dos vilarejos Dogon. A falésia
de Bandiagara no Mali, uma fratura geológica de aproximadamente
200 km de extensão, localizada entre a savana e a planície
do Rio Níger, serviria como refúgio natural para os
Dogons.
As paredes escarpadas da rocha lhes ofereciam proteção
e abrigo, por camuflarem perfeitamente suas casas. Construídas
da mistura de argila, palha e esterco bovino, elas eram e ainda
são quase indistinguíveis à distância.
Erguidas junto às paredes mais altas do penhasco, estas só
eram acessíveis através da escalada da rocha (algumas
ainda o são), sobretudo aquelas que serviram de objeto para
a ocupação inicial. O terreno, aqui e ali pontilhado
de pedras soltas, dificultava a escravização de seus
membros por grupos de cavalaria. E, do alto da falésia, a
vista privilegiada sinalizava a aproximação da ameaça
quando ainda poderia ser evitada ou seu impacto, minimizado.A terra
dos Dogons, hoje sob a proteção da UNESCO como
patrimônio mundial, conta com uma população
estimada em 300.000 habitantes, dispersos em um número incontável
de vilarejos. De vilarejo a vilarejo, exploramos a pé os
elementos que compõem a falésia, a construção
dos diferentes tipos de habitações, a casa do sacerdote
espiritual da aldeia (Hogon), a gruta das circuncisões, os
mercados, e o dia-a-dia de um dos mais enigmáticos e contundentes
povos da África. E, por fim, ao pôr-do-sol, do alto
da Vila de Tireli, assistimos ao espetáculo genuíno
da dança das máscaras Dogon. Pernoites em acampamentos.
9º
Dia: Pais Dogon / Mopti
Pela manhã, partida por terra a Mopti (130 km). No caminho,
visita às famosas pinturas rupestres dos Songo. Chegada a
Mopti à tarde. Conhecida também como a Marrakesh da
África do Oeste ou Veneza do Mali, é compacta o suficiente
para ser facilmente explorada, tornando-se ponto encontro de viajantes
com o ininterrupto trânsito das pirogas, embarcações
locais.
10º
Dia: Mopti
O dia é livre para explorações independentes.
11º
e 12º Dias: Rio Níger
Pela manhã, partida para Kona e embarque na piroga para o
cruzeiro pelo Rio Níger, verdadeira espinha dorsal líqüida,
que percorre o país mais ou menos de uma extremidade à
outra. Da fronteira da Guiné à fronteira nigeriana,
o rio estende-se por 4.200 quilômetros de afluentes, braços
e canais formando uma região que os franceses chamaram de
La Boucle até desaguar no golfo da Guiné. Mas as imagens
deste rio e suas relações com a vida dos povos às
suas margens e que dele se utilizam para o deslocamento, irrigação,
comércio e comunicação formam um dos mais belos
momentos desta expedição. A paisagem se altera à
medida em que navegamos: ora são dunas que denunciam a maior
proximidade com
o Saara, quando o rio serpenteia o deserto, ora as margens se alargam
e se estreitam, o nível das águas sobe e desce, forçando
o manobrista a procurar a saída para não encalhar
no fundo de areia e lama. Passamos por aldeias de pescadores, algumas
diminutas com apenas algumas poucas habitações e pequeníssimas
mesquitas. Hipopótamos à vista, praias de águas
claras, tons de verde inesperados, as canoas que circulam com as
mais variadas mercadorias, os homens que se banham para o Tabaski,
pastores banham seus carneiros, as mulheres que carregam roupas
para serem lavadas nas margens do rio, as crianças cujo entusiasmo
não cansam de nos acenar dão o tom à navegação.É,
de certo, impossível não perceber também a
rudeza das margens áridas do rio, das
muitas necessidades visíveis, mesmo sob o encanto instantâneo
da beleza destas paisagens. O Níger torna tudo à sua
volta extremamente vivo. Os homens e mulheres estão ativos;
são gentis e receptivos. A paisagem se recicla. Os ventos
fortes,
que arrancam a leve camada arável, acalmam. O frio cede à
umidade deste ciclo da vida. Toda a trajetória no Niger,
a duração da navegação, depende dos
humores das condições do tempo, sobretudo da presença
dos ventos que, quando muito fortes, ameaçam o avanço
da navegabilidade. Assim, é preciso contar com imprevistos
desta ordem. E, se necessário for, esperar até que
os ventos se acalmem para prosseguir viagem, adequando-a ao restante
da programação. Só o que podemos dizer é:
vale a pena! Traga livros, material para escrever, muitos rolos
de filme. Refeições e pernoite são realizadas
nos bancos do Niger.
13º
Dia: Rio Níger / Timbuctu
Manhã navegando. Chegada ao porto de Timbuctu no fim da tarde.
À chegada, traslado por terra ao Hotel. Citando o viajante
Paul Auster: "Lá onde termina a carta geográfica
do mundo, começa aquela de Timbuctu... o domínio absoluto
de nada". E, nós chegamos ao nada pelos caminhos do
Rio Niger: mareados, exaustos, vestidos à rigor (dos rigores
do tempo), atingindo finalmente o destino idealizado.
14º
Dia: Timbuctu
Visita à mística cidade que, por séculos, foi
um importante
centro de caravanas, comércio e de grandes escolas islâmicas
do Saara.
15º
Dia: Timbuctu / Bamaco
Pela manhã, traslado ao aeroporto e embarque no vôo
com destino a Bamaco.
Desembarque e acomodação em Bamaco. À tarde,
visita ao museu nacional.
16º
Dia: Bamaco / Paris
Dia livre para explorações independentes.
À noite, traslado ao aeroporto para embarque no vôo
com destino a Paris.
17º
Dia: Paris / São Paulo
Chegada a Paris pela manhã. Após breve espera, embarque
no vôo com destino a São Paulo.
Chegada à noite, deste mesmo dia, no Aeroporto Internacional
de Guarulhos. |