Festividade.Fim da recepção ao Dalai Lama - á entrada de Choglansar. Mulher em traje de gala Na recepção ao Dalai lama  - na entrada do aeroporto internacional . Lamas recitando mantraNo monastério de Phyang . Fim da recepção ao Dalai Lama - á entrada de Choglansar.

Há entre os mais recônditos confins do planeta, muitos candidatos ao título de “a última Shangri-lá”: fronteira derradeira no limiar da existência. Entretanto, o Ladakh parece estar em um privilegiado lugar - o endereço emocional no inconsciente coletivo dos viajantes do horizonte perdido.

Encravado nas profundezas dos Himalaias, na ponta mais ocidental do planalto tibetano, tem a cordilheira como muralha, fortaleza, esculpindo uma das mais desafiadoras geografias do planeta. Esse deserto de alta altitude no estado de Jammu e Kashmir, isolado do mundo durante oito meses, é um mito-lugar: cenário de lua; montanhas; crateras; oásis de variados verdes, desafiando uma palheta de cores inebriantes; mosteiros de lamas encravados nos sopés das alturas; estátuas de Buda com pedras incrustadas; tankhas (rolos de pergaminho pintados), e murais tântricos, marcos de uma gloriosa civilização passada. Relíquias do povo tibetano, à revelia do tempo e dos chineses. O Ladakh é, parafraseando Helena Norber-Hodge, "(...) qualquer coisa que nós, ocidentais, em consciência, podemos apreciar melhor do que os Ladakhis, porque sabemos o que significa perdê-lo”. É o delicado equilíbrio, a harmonia essencial.

15 DIAS DE VIAGEM

1º dia: São Paulo / Paris
Sábado à noite, comparecimento ao Aeroporto Internacional de Guarulhos para embarque com destino a Paris.

2º dia: Paris
Chegada a Paris pela manhã. Não há traslados na Capital. A acomodação prevista é feita em um dos hotéis conveniados à Air France nas imediações do aeroporto. A tarde é livre para explorações independentes.

3º dia: Paris / Delhi
Pela manhã, comparecimento ao aeroporto Charle de Gaulle para embarque em vôo com destino a Delhi. À chegada, recepção e traslado ao hotel.

 

04º dia: Delhi / Leh 3500 m. Capital do Ladakh
Pela manhã, traslado ao aeroporto para embarque a Leh, a capital do Ladakh, também chamada de "a última Shangri-lá". O vôo, um dos mais fascinantes do mundo, sobrevoa o Himalaia. Após a chegada, traslado e alojamento. À tarde, com a finalidade de facilitar o processo de aclimatação à altitude em Leh, as atividades do dia são desenhadas para por o corpo em movimento lento. Assim, após refeição e descanso, caminhamos ao Lhaklang para o ritual de celebração de nossa chegada. Ao girar as rodas de oração, libertamos o poder das preces nelas contido. Em seguida, ganhamos o bazar, que na verdade é a rua central da cidade, vitrine por onde vemos passar a gente do lugar.

05º dia: Leh - Stok Palace e Spituk & Phyang (monastérios)
Pela manhã, partimos em direção ao palácio de Leh, construído no século XVI, durante o período da dinastia Namgyal. O palácio de Leh, a despeito das condições da construção em ruínas, resultado do conflito e guerras pela anexação da Caxemira, ainda surpreende pela magnífica vista que do alto se descortina. Seguimos adiante, rumo ao palácio-museu de Stok, cujos objetos em exposição pertencem à família real. Entre eles, as clássicas “Tangkas", pinturas simbólicas sobre a seda. Retorno ao hotel para o almoço. À tarde, nosso destino são os monastérios das linhagens Gelupas e Kadampa. À noite, assistimos a uma breve apresentação sobre o budismo Mahayana (budismo do Grande veículo), conduzida por um eminente monge budista que discorre sobre a totalidade da metafísica tibetana.

06º dia: Leh - Hemis e Thikse Gompas
O dia se inicia cedo. Partimos para a visita de Hemis, reconhecida pelas comemorações ali realizadas celebrando o nascimento do Guru Padmasambhava. Imensas tangkas estão dispostas sobre a fachada da construção. As flâmulas de oração, um dos mais populares símbolos budistas, faziam parte dos ritos ancestrais de oferendas às entidades nas montanhas, sendo uma prática cuja origem é anterior ao budismo. Continuamos nossa exploração a Thikse, pertencente à linhagem dos chapéus amarelos e um dos mais importantes monastérios do Ladakh. Os monastérios - objeto de nossa visitação diária -, ao contrário de outros templos, são centros de convívio e relacionamento nas inúmeras práticas do cotidiano abertas à experimentação dos visitantes.


07º dia: Leh - Entre os Ladakhis

Dia inteiro de visitação aos Ladakhis. Ao longo dos séculos, este povo, que a tudo se assemelha ao tibetano, comunga da cultura budista, da religião e da língua tibetana. São reconhecidos por manter o delicado equilíbrio entre os recursos naturais (escassos) e o meio ambiente. O povo Ladakh não só sobrevive como prospera. O território em questão esteve quase completamente isolado até 1962, mas devido aos incidentes fronteiriços que então opuseram a Índia à China (ocupação do Tibete) e ao Paquistão, no conflito pela possessão da Caxemira, o exército indiano abriu uma estrada para ligar a região ao resto da Índia. Só em 1975, a área foi aberta aos estrangeiros e tornou-se um marco dos grandes viajantes e aventureiros. O dia é dedicado a estarmos entre os Ladakhis, compartilhando dos afazeres diários e dos pequenos hábitos cotidianos. Receber e ser recebido é uma arte: parte de comungar o prazer em sermos honrados pelo anfitrião. Assim, na ocasião, brindamos com o Gur Gur Cha (chá amanteigado) e Chang, a cerveja local e nos deixamos estar.

08º dia: Leh - Alchi - Uleytokpo
Pela manhã, deixamos a capital em direção ao monastério de Alchi, o mais antigo do Ladakh e o cartão postal da região, obra prima de uma arquitetura que reverencia o caminho da ascensão e iluminação de um povo. Foi erigido no século XI pelo Rinchen Zangpo, responsável por inúmeras outras construções templárias. Se quase todos os monastérios do Ladakh foram erigidos em posição de destaque, nos penhascos, Alchi está em meio aos campos de barley, cereal que compõe o alimento principal na dieta local. O estilo ímpar da construção de Alchi é Kashmiri - hindu. Ainda se encontram no acervo algumas mandalas raras (diagramas circulares com uma figura ou forma ao centro simbolizando uma qualidade). No fim do dia, partimos para Uleytokpo, onde a hospedagem é em acampamento fixo.

09º dia: Uleytokpo / Kargil - a grande travessia
A travessia de Leh a Srinagar leva dois dias. São 434 km que nós deveríamos contar não em horas ou dias, mas em anos. A estrada se mantém acessível por apenas três meses, pois no restante do tempo é bloqueada pelo gelo, quando, novamente, o Ladakh torna a mergulhar na sua impenetrabilidade. A travessia pelas mais altas montanhas do planeta nos presenteia com cenários variados. Nuas ou vestidas de gelo, as montanhas assumem formas dominantes. O topo do mundo é inebriante, numa combinação que nos permite estar na fronteira, no limiar, no devaneio. Um êxtase que o ar rarefeito parece acentuar como se estivéssemos sempre na condição de sonho. Uma sucessão de imagens de pequenos oásis, dos inúmeros vales. No maior deles, o vale do Rio Indus, há rebanhos conduzidos por levas nômades, viajando no verão de um vale a outro em trilhas ancestrais, gompas e stupas, onde a palavra e a prece alcançam o mistério de uma fé contagiante. Percurso do dia: o monastério de Lamayuru e o Passo de Fatula ( 4.094 m).

10º dia: Kargil / Suru Valley (Zankhar)
Partimos pela manhã para a exploração do vale de Suru na região de Zanskar, um dos mais remotos do Ladakh. Nas aldeias, fotografamos e descansamos da sucessão de passos acima dos 4.000 m. No percurso, caminhamos por cerca de uma hora, em passos tímidos, para termos uma perspectiva dos grandes picos de Nun e Kun. No fim do dia, retorno a Kargil para acomodação.

11º dia: Kargil / Srinagar - a capital da Caxemira
Nas primeiras horas da manhã, deixamos o acampamento. Nosso destino é Srinagar, na Caxemira. O dia é um fazedor de milagres. Ganhamos altitude para começarmos a descer vertiginosamente. Então, como num passe de mágica, o mundo muda de cor, geografia e sabor e nós penetramos no verde vale. Verde, exuberante, quase delirante. Entramos no Vale da Caxemira. Um vale fértil e florido em plena cordilheira do Himalaia, pontilhado de lagos azuis, montanhas geladas e animais selvagens. Em Srinagar, embarcamos nos barcos - casa. Alojados no próprio lago, exploramos, a bordo de gôndolas a remo, as típicas shikaras, uma arquitetura construída de jogos d’água, num intrincado emaranhado de jardins e águas: onde terminam os jardins suspensos e começam os lagos?

12º dia: Srinagar - Gulmarg - Srinagar
Pela manhã, não muito distante de Srinagar, partimos a Gulmarg: prado de flores, ladeado pelo imponente Pico de Naga Parba (8.100 metros de altitude). O céu límpido, o sol brilhante e os campos de alcafrão .Retorno a Srinagar ao fim do dia. Pernoite em house-boat.

13º dia: Srinagar
Pela manhã, saída para um tour pela cidade, incluindo as mesquitas principais, os jardins dos imperadores mongóis, a cidade velha e Rozabal Tomb, o túmulo do Buda Cristo. O velhíssimo manuscrito que teria sido descoberto por Nicholas Roerich, redigido em língua "pali", língua sagrada, num dos mosteiros dos mais herméticos do Ladakh, relata a viagem de Jesus de Belém para estudar nos claustros tibetanos. "Estou mais que persuadido” - diz o Sr. Roerich – “de que Jesus viveu na Índia (Leh) e nos mosteiros do Tibet e conheceu as religiões que precederam a que ele pregou”. Roerich continua, no seu livro El corazón de Asia, editado pelo Museu Roerich de Nova York, "Em Srinagar, ouvimos pela primeira vez a curiosa lenda acerca da visita do Cristo àquele lugar. Depois vimos quão amplamente difundida está na Índia, em Ladakh e na Ásia Central a viagem do Cristo a esses países durante sua larga ausência de que fala o Evangelho". "Em Leh, encontramos de novo a lenda da visita do Cristo a esses lugares. O chefe dos correios de Leh e vários Ladakhis budistas nos contaram que nesta cidade ainda existe uma lagoa em cuja margem se erguia uma velha árvore cuja sombra predicou Cristo ao povo antes de sua partida para a Palestina.” Estes monastérios e lugares serão objetos de nossa visitação em Leh. Igualmente, durante a nossa viagem, faremos a leitura de parte do livro: Jesus viveu na Índia.

14º dia: Srinagar / Delhi
Pela manhã, traslado ao aeroporto para embarque com destino a Delhi. À chegada, recepção e alojamento. Após a acomodação, está programada uma massagem ayurvédica para recompor o corpo e a mente de uma longa jornada.
À noite, traslado ao aeroporto para embarque com destino a Paris nas primeiras horas do dia seguinte.

15º dia: Delhi / Paris / São Paulo
Cedo pela manhã, embarque com destino a Paris. Desembarque seguido de check-in para embarque no vôo com destino a São Paulo. Chegada na noite deste mesmo dia no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Aguarde...em breve !