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04º
dia: Delhi / Leh 3500 m. Capital do Ladakh
Pela manhã, traslado ao aeroporto para embarque a Leh, a
capital do Ladakh, também chamada de "a última
Shangri-lá". O vôo, um dos mais fascinantes do
mundo, sobrevoa o Himalaia. Após a chegada, traslado e alojamento.
À tarde, com a finalidade de facilitar o processo de aclimatação
à altitude em Leh, as atividades do dia são desenhadas
para por o corpo em movimento lento. Assim, após refeição
e descanso, caminhamos ao Lhaklang para o ritual de celebração
de nossa chegada. Ao girar as rodas de oração, libertamos
o poder das preces nelas contido. Em seguida, ganhamos o bazar,
que na verdade é a rua central da cidade, vitrine por onde
vemos passar a gente do lugar.
05º dia: Leh - Stok Palace e Spituk & Phyang (monastérios)
Pela manhã, partimos em direção ao palácio
de Leh, construído no século XVI, durante o período
da dinastia Namgyal. O palácio de Leh, a despeito das condições
da construção em ruínas, resultado do conflito
e guerras pela anexação da Caxemira, ainda surpreende
pela magnífica vista que do alto se descortina. Seguimos
adiante, rumo ao palácio-museu de Stok, cujos objetos em
exposição pertencem à família real.
Entre eles, as clássicas “Tangkas", pinturas simbólicas
sobre a seda. Retorno ao hotel para o almoço. À tarde,
nosso destino são os monastérios das linhagens Gelupas
e Kadampa. À noite, assistimos a uma breve apresentação
sobre o budismo Mahayana (budismo do Grande veículo), conduzida
por um eminente monge budista que discorre sobre a totalidade da
metafísica tibetana.
06º
dia: Leh - Hemis e Thikse Gompas
O dia se inicia cedo. Partimos para a visita de Hemis, reconhecida
pelas comemorações ali realizadas celebrando o nascimento
do Guru Padmasambhava. Imensas tangkas estão dispostas sobre
a fachada da construção. As flâmulas de oração,
um dos mais populares símbolos budistas, faziam parte dos
ritos ancestrais de oferendas às entidades nas montanhas,
sendo uma prática cuja origem é anterior ao budismo.
Continuamos nossa exploração a Thikse, pertencente
à linhagem dos chapéus amarelos e um dos mais importantes
monastérios do Ladakh. Os monastérios - objeto de
nossa visitação diária -, ao contrário
de outros templos, são centros de convívio e relacionamento
nas inúmeras práticas do cotidiano abertas à
experimentação dos visitantes.
07º dia: Leh - Entre os Ladakhis
Dia inteiro de visitação aos Ladakhis. Ao longo dos
séculos, este povo, que a tudo se assemelha ao tibetano,
comunga da cultura budista, da religião e da língua
tibetana. São reconhecidos por manter o delicado equilíbrio
entre os recursos naturais (escassos) e o meio ambiente. O povo
Ladakh não só sobrevive como prospera. O território
em questão esteve quase completamente isolado até
1962, mas devido aos incidentes fronteiriços que então
opuseram a Índia à China (ocupação do
Tibete) e ao Paquistão, no conflito pela possessão
da Caxemira, o exército indiano abriu uma estrada para ligar
a região ao resto da Índia. Só em 1975, a área
foi aberta aos estrangeiros e tornou-se um marco dos grandes viajantes
e aventureiros. O dia é dedicado a estarmos entre os Ladakhis,
compartilhando dos afazeres diários e dos pequenos hábitos
cotidianos. Receber e ser recebido é uma arte: parte de comungar
o prazer em sermos honrados pelo anfitrião. Assim, na ocasião,
brindamos com o Gur Gur Cha (chá amanteigado) e Chang, a
cerveja local e nos deixamos estar.
08º
dia: Leh - Alchi - Uleytokpo
Pela manhã, deixamos a capital em direção ao
monastério de Alchi, o mais antigo do Ladakh e o cartão
postal da região, obra prima de uma arquitetura que reverencia
o caminho da ascensão e iluminação de um povo.
Foi erigido no século XI pelo Rinchen Zangpo, responsável
por inúmeras outras construções templárias.
Se quase todos os monastérios do Ladakh foram erigidos em
posição de destaque, nos penhascos, Alchi está
em meio aos campos de barley, cereal que compõe o alimento
principal na dieta local. O estilo ímpar da construção
de Alchi é Kashmiri - hindu. Ainda se encontram no acervo
algumas mandalas raras (diagramas circulares com uma figura ou forma
ao centro simbolizando uma qualidade). No fim do dia, partimos para
Uleytokpo, onde a hospedagem é em acampamento fixo.
09º
dia: Uleytokpo / Kargil - a grande travessia
A travessia de Leh a Srinagar leva dois dias. São 434 km
que nós deveríamos contar não em horas ou dias,
mas em anos. A estrada se mantém acessível por apenas
três meses, pois no restante do tempo é bloqueada pelo
gelo, quando, novamente, o Ladakh torna a mergulhar na sua impenetrabilidade.
A travessia pelas mais altas montanhas do planeta nos presenteia
com cenários variados. Nuas ou vestidas de gelo, as montanhas
assumem formas dominantes. O topo do mundo é inebriante,
numa combinação que nos permite estar na fronteira,
no limiar, no devaneio. Um êxtase que o ar rarefeito parece
acentuar como se estivéssemos sempre na condição
de sonho. Uma sucessão de imagens de pequenos oásis,
dos inúmeros vales. No maior deles, o vale do Rio Indus,
há rebanhos conduzidos por levas nômades, viajando
no verão de um vale a outro em trilhas ancestrais, gompas
e stupas, onde a palavra e a prece alcançam o mistério
de uma fé contagiante. Percurso do dia: o monastério
de Lamayuru e o Passo de Fatula ( 4.094 m).
10º
dia: Kargil / Suru Valley (Zankhar)
Partimos pela
manhã para a exploração do vale de Suru na
região de Zanskar, um dos mais remotos do Ladakh. Nas aldeias,
fotografamos e descansamos da sucessão de passos acima dos
4.000 m. No percurso, caminhamos por cerca de uma hora, em passos
tímidos, para termos uma perspectiva dos grandes picos de
Nun e Kun. No fim do dia, retorno a Kargil para acomodação.
11º
dia: Kargil / Srinagar - a capital da Caxemira
Nas
primeiras horas da manhã, deixamos o acampamento. Nosso destino
é Srinagar, na Caxemira. O dia é um fazedor de milagres.
Ganhamos altitude para começarmos a descer vertiginosamente.
Então, como num passe de mágica, o mundo muda de cor,
geografia e sabor e nós penetramos no verde vale. Verde,
exuberante, quase delirante. Entramos no Vale da Caxemira. Um vale
fértil e florido em plena cordilheira do Himalaia, pontilhado
de lagos azuis, montanhas geladas e animais selvagens. Em Srinagar,
embarcamos nos barcos - casa. Alojados no próprio lago, exploramos,
a bordo de gôndolas a remo, as típicas shikaras, uma
arquitetura construída de jogos d’água, num
intrincado emaranhado de jardins e águas: onde terminam os
jardins suspensos e começam os lagos?
12º
dia: Srinagar - Gulmarg - Srinagar
Pela manhã, não muito distante de
Srinagar, partimos a Gulmarg: prado de flores, ladeado pelo imponente
Pico de Naga Parba (8.100 metros de altitude). O céu límpido,
o sol brilhante e os campos de alcafrão .Retorno a Srinagar
ao fim do dia. Pernoite em house-boat.
13º
dia: Srinagar
Pela manhã, saída para um tour pela
cidade, incluindo as mesquitas principais, os jardins dos imperadores
mongóis, a cidade velha e Rozabal Tomb, o túmulo do
Buda Cristo. O velhíssimo manuscrito que teria sido descoberto
por Nicholas Roerich, redigido em língua "pali",
língua sagrada, num dos mosteiros dos mais herméticos
do Ladakh, relata a viagem de Jesus de Belém para estudar
nos claustros tibetanos. "Estou mais que persuadido”
- diz o Sr. Roerich – “de que Jesus viveu na Índia
(Leh) e nos mosteiros do Tibet e conheceu as religiões que
precederam a que ele pregou”. Roerich continua, no seu livro
El corazón de Asia, editado pelo Museu Roerich de Nova York,
"Em Srinagar, ouvimos pela primeira vez a curiosa lenda acerca
da visita do Cristo àquele lugar. Depois vimos quão
amplamente difundida está na Índia, em Ladakh e na
Ásia Central a viagem do Cristo a esses países durante
sua larga ausência de que fala o Evangelho". "Em
Leh, encontramos de novo a lenda da visita do Cristo a esses lugares.
O chefe dos correios de Leh e vários Ladakhis budistas nos
contaram que nesta cidade ainda existe uma lagoa em cuja margem
se erguia uma velha árvore cuja sombra predicou Cristo ao
povo antes de sua partida para a Palestina.” Estes monastérios
e lugares serão objetos de nossa visitação
em Leh. Igualmente, durante a nossa viagem, faremos a leitura de
parte do livro: Jesus viveu na Índia.
14º
dia: Srinagar / Delhi
Pela manhã, traslado ao aeroporto para embarque
com destino a Delhi. À chegada, recepção e
alojamento. Após a acomodação, está
programada uma massagem ayurvédica para recompor o corpo
e a mente de uma longa jornada.
À noite, traslado ao aeroporto para embarque com destino
a Paris nas primeiras horas do dia seguinte.
15º
dia: Delhi / Paris / São Paulo
Cedo
pela manhã, embarque com destino a Paris. Desembarque seguido
de check-in para embarque no vôo com destino a São
Paulo. Chegada na noite deste mesmo dia no Aeroporto Internacional
de Guarulhos. |