Ilustração
da Montanha Sagrada
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No
início havia a água ( princípio de vida e de destruição).
Da tensão destas duas forças, saiu vitorioso o cosmos,
aquele que acalmou as águas caóticas e domou as divindades
- serpentes. As águas então subsistiram. E delas surgiu
uma elevação de terra, o primeiro e primordial degrau
da criação. Este punhado de terra investido de energia
essencial transformou-se na sagrada montanha, o "mais
sagrado lugar na terra", o arquétipo do templo. Em literalmente
todas as culturas, templos são ou a representação arquitetônica
desta sublevação de terra primordial ou a montanha pela
sua própria natureza, ou ainda a combinação destes dois.
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A Pirâmide
escalonada do Egito ou a pedra fundamental do judaísmo são
ambas a reprodução da idéia do templo primeiro, por ser o
primeiro material sólido emergido das águas primordiais. O
templo Cambojano de Angkor representa genuinamente esta idéia,
com suas águas refletindo as cinco cúspides ( cinco picos)
da montanha sagrada na tradição Hindu ( Monte Meru).
A montanha
é um centro poderoso na terra e ponto de contato com os céus,
tornando-se, por isto, um local propício para a celebração
dos ritos sazonais e seus cerimoniais de renovação, no qual
os ritos do ano que se inicia têm o seu fundamento. Um dos
mais importantes propósitos do ritual de celebração do Ano
Novo é restaurar o templo, reafirmando o pacto entre os homens
e seus deuses .
A vegetação
que a água propicia pode ser relacionada com a árvore da vida,
como uma doação da vida. Vários adornos templários representam
este primeiro estado da criação da água e das árvores da vida.
Um antigo texto hindu ainda declara: os deuses estão sempre
presentes próximos aos rios, montanhas e cidades com jardins.
Adaptado
do livro The Temples - Meeting Place of Heaven and Earth -
Thames and Hudson - London 1993
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