A mandala é expressão primeira da geografia sagrada na arquitetura templária. A forma divina, o mapa cósmico, a forma primeira da superficie terrestre. As mandalas cosmificam os edifícios erguidos para receberem o templo, estabelecendo seu centro, tendo a árvore do uníverso como eixo, que une os três principais planos do uníverso.

Em particular no Budismo Tântrico, o significado da mandala ultrapassa ainda a linguagem da arquitetura, transferindo-se ou projetando-se dentro do próprio corpo humano, onde todas as figuras de sua arquitetura estão representadas em locais apropriados, nas partes do corpo conhecidas por Chakras . No Budismo tântrico, também sâo o foco de técnicas de meditação.

O plano basilar em um templo hindu é encontrado na mandala que sustenta o nome de Vastupurusamandala. Seu significado em sânscrito é: vastu - aquilo que existe em um estado ordenado; purusa - universal, cósmico e mandala - a forma numismática . A Vastupurusamandala é quadrada, porque na Índia está é a forma perfeita, significando ordem, finitude e perfeição. O círculo emana desse quadrado e importa em movimento e crescimento.

O mais espetacular exemplo de forma arquitetônica da mandala encontra-se em Borobudur, no centro de Java, Indonésia. Talvez o mais importante exemplo no mundo, enguido pela dinastia budista de Sallendra, durante os séculos VII e IX, Borobudur encampa tudo que se pode posicionar na arquitetura templária: simbolismo e ritual. Por isso é expresso de uma única forma em montanha e magnífica mandala Tântrica . Borobudur está localizado na Planície Kedu, na região central da ilha de Java, ao sul da região vulcânica da ilha, a uma distância com a qual está relacionado. Parece ter sido construído longe de qualquer cidade grande, o que se ajusta perfeitamente à idéia de um paraíso natural e de uma montanha de peregrinação.

Adaptado do livro The Temples - meeting place of Heaven and Earth - Thames and Hudson, Ltd London - 1993




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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