O véu negro imposto pela "Revolução Islâmica" como uma das formas de controle social é apenas uma parte da realidade. No Irã, por baixo do Chador, existem ninjas modernas, prontas a eclodir do casulo. Desnudando o véu negro, encontramos uma cultura sofisticada, de uma profunda amabilidade e um talento natural para a modernidade, além de um patrimônio monumental sem igual entre os países árabes. Unimos o Irã ao Iêmen ou à Arábia Felix, como era conhecido na Antigüidade, em referência ao título cunhado pelos romanos para designar aquelas que seriam as terras mais férteis da península (todo o restante, exceto por alguns breves suspiros geográficos, era um mar de areias causticante). Debaixo do Chador iemenita, mulheres curiosas se aproximam e nos observam atentamente, prontas a estabelecer contato em um gestual amistoso de quem procura o outro. Entre o Irã e o Iêmen, fica o Sultanato de Omã, onde Mascate é símbolo da modernidade. Omã está completamente ausente dos circuitos turísticos alternativos (mais um motivo para incorporá-lo à experiência). Por debaixo do Chador omanita, um mundo à parte espera para ser descoberto. Uma caixa de surpresas!

25 DIAS DE VIAGEM

1º dia: São Paulo / Frankfurt
À tarde, comparecimento ao Aeroporto Internacional de Guarulhos para embarque com destino à Frankfurt.

2º Dia: Frankfurt / Sana’a - capital do Iêmen
Chegada a Frankfurt pela manhã, com desembarque no Frankfurt Main Internacional Aeroporto. Após breve espera, embarque no vôo com destino a Sana’a, capital do Iêmen. À chegada, recepção e alojamento.

3º dia: Sana’a - Wadi Dhar - Thula - Kawkaban - Sana’a
Pela manhã, partimos por terra ao Vale de Wadi Dhar para vermos Dar al Hajjar. O palácio da rocha é cartão postal e símbolo da arquitetura nacional. Uma obra capaz de desnudar a alma
iemenita. Leveza, beleza, harmonia, irreverência, informalidade, preciosidade.

Dar al Hajjar é um biscuit! Prosseguimos a Thilla (Thula), considerada um raro exemplar das cidades de pedra fortificadas. Uma parada para o almoço incluso, seguida de breve descanso - prática salutar e muito respeitada no país. Fim do dia, retorno a Sana’a. É nossa primeira (entre muitas) passagens pelo Bab al Yaman. Hora de explorar o Suq. O que faz de alguns mercados ícones e mito? Jerusalém, Marrakesh, Merkato... O Suq nos transporta ao portal do tempo: presente, passado mais que pretérito, futuro do presente e o desejo de torná-los eternos.

4º dia: Sana’a / Thula / Manakha - Al Hajirah - Sana’a
Pela manhã, partimos para visita a Thula, considerada um raro exemplar das cidades de pedra fortificadas. Thula uma das mais bem preservadas construções de pedra, típica das terras altas iemenitas, havia por séculos protegido sua população de inúmeras invasões. Construída no topo da montanha, dela quase não se distingue – ao contrario, se mimetizava.Logo após, partimos por terra a região de Haraz. Com seus terraços intensamente cultivados, relevo dramático e vilarejos incrustados nas montanhas, Haraz serviu de refúgio durante a ocupação de Otomana. Em Manakha a capital urbana da região aonde iremos apreciar um almoço típico Iemenita. Após continuamos para visita a Al Hajjrah.Fim do dia, retorno a Sana’a
.

5º dia: Sana’a
Dia livre para explorações independentes. Retorno a Sana’a antiga, em pleno suq, no coração da cidade. A esta altura você já sabe se perder no mercado, reconhece o portão e a artéria central do mercado, o domo da grande Mesquita, o caminho das especiarias, as pequenas lojas de incenso e medicina tradicional e Sarat an-Nahas, o centro de artesanato popular. Assim, chegou a hora de se aventurar pelos becos mais imperceptíveis, procurar pelos jardins do suq as sutilezas das luzes e penumbras.

6º dia: Sana’a / Marib
Partida por terra a Marib para exploração do sítios arqueológicos dos templos do Sol e da Lua, os antigos reservatórios de água de Marib. Às portas do Ramlat Sabateyn, os dedos do grande deserto do Ruba al Khali. Naturalmente, a ação do tempo, da falta de recursos e mesmo de interesse e as prementes necessidades, unidas às oportunidades de saqueadores de toda parte, contribuíram para acelerar o processo de desfazimento e soterramento das relíquias do lugar. Porém, o Templo da Lua, onde os Sabeus adoravam os seus deuses e suas colunas estão lá. Jurgen Schmidt, do instituto Arqueológico da Alemanha, ao pesquisar a represa de Marib, teria assim concluído: "A engenhosidade hidráulica dos Sabeus só havia sido igualada no século XX, sem, contudo ser superada". Pernoite em Marib.


7º dia: Marib / Travessia do Ramlat as Sabatayn / Seiyun
Partimos às primeiras horas do dia. Vamos acompanhar o amanhecer em pleno deserto de Ramlat as Sabatayn via Shabwa. Acompanhados por beduínos, estamos refazendo a grande rota da rainha de Sabá aos reinos de Salomão. Há uma grande disputa e controvérsia quanto à localização do reino de Sabá, mas a arqueologia se orienta em direção a Shabwa. Estaremos percorrendo o âmago da grande rota do incenso. Não sem tempo. Parada em Shibam Hadhramaut para fotos. Acomodação em Seiyun.

8º dia: Seiyun - Tarim – Shibam - Seiyun
Foi de Seiyun que os Magos trouxeram o incenso, o ouro e a mirra através do deserto para ofertar a Cristo como símbolo do triplo destino do recém-nascido. Substância ritual, essa resina que goteja, em forma de pérolas brilhantes ao longo da árvore do incenso, só podia ser colhida por uma tribo eleita: a dos Sabeus. Hadramaut sem as caravanas, sem mercadores e sem a troca foi se fechando em torno de si mesma. Esquecida do mundo, manteve a identidade cultural que hoje encontramos intacta. Pela manhã, visita ao Palácio Al kathiri (atualmente um museu) em meio ao palmerário. Prosseguimos a Tarim (35 km), famosa pela concentração de mesquitas. À tarde, entramos em Shiban Hadramaut; a mais importante e celebre cidade islâmica, construída em estilo tradicional, e também declarada patrimônio da Humanidade. Nesse cenário, encontramos a engenhosidade e a técnica das mãos artísticas de anciãos iemenitas que fariam a fama de Hadramount. A cidade histórica se vangloria de ser a primeira cidade no mundo com arranha-céus feitos de taipa e argila socada (as maiores construções do gênero). Ao pôr do sol, um gesto que já se tornou tradicional: escolhemos um dos montes nos subúrbios de Sahil Shiban para fotografarmos o conjunto. Fim do dia, retorno a Seiyun.

9º dia: Seiyun / Al Hajjarain - Al Mukalla
Pela manhã, partida por terra a Mash had Ali al Hajjarain, um dos mais belos exemplos de arquitetura no Wadi Doan. Após, partimos em direção à costa do mar arábico até Mukalla, capital da província de Hadramaut. O cenário do dia é inebriante.

10º dia: Al Mukalla / Sana
Pela manhã, traslado ao aeroporto de Riyan para embarque no vôo para Sana. À chegada, recepção e acomodação na cidadela Sana Antiga.

11º dia: Sana / Dubai / Mascate (sultanato de Omã)
Pela manhã, traslado ao aeroporto para embarque com destino a Omã. Após, conexão em Dubai. Chegada à noite em Mascate. Recepção e acomodação.

12º dia: Mascate
Dia de exploração à cidade. A cadeia montanhosa Al-Hajar tem o seu início em Musandam, mas se prolonga ao longo da costa até a ponta mais oriental do país em Sur (separando claramente o mar e a grande planície que se estende por detrás). O contraste entre montanha, mar e areia, misturados a uma população de quase meio milhão de estrangeiros, dá um sabor especialmente cosmopolita à cidade. Vamos incursionar pela brisa do mar, pelas cores e pelos sabores do mercado de peixe. Também não poderia faltar o suq de Muttrah e o palácio de Alam.

13º dia: Mascate
Dia livre para explorações independentes e às compras, naturalmente.

14º dia: Mascate / Dubai / Teerã - Iran
Manhã livre. Á tarde, traslado ao aeroporto para embarque com destino a Dubai. Após, embarque no vôo  para Teerã. À chegada, recepção e alojamento.

15º dia: Teerã
Dia dedicado à visita à cidade de Teerã. Ela não escapa dos males comuns das grandes capitais: é caótica, barulhenta, mas guarda suas pérolas, seja por seus museus (o museu do tapete é imperdível, um clássico para o país que fez do artefato uma referência), seja pela experiência antropológica. No percurso do dia, não poderiam faltar o prédio da Embaixada Americana, símbolo revolucionário na deposição do Xá, e dois palácios do complexo do palácio Saad Abad. Uma parada para o lanche (incluso) e finalizamos com a visita ao mercado de Tajrish Imamzadeh Saleh.

16º dia: Teerã / Shiraz
Pela manhã, traslado ao aeroporto para embarque com destino à Shiraz. Chegada e acomodação.

17º dia: Shiraz / Persépolis / Shiraz
Pela manhã, partida por terra às ruínas de Persépolis, antiga capital do Império Persa. No percurso do dia: Naghsh-e-Rostam, as tumbas dos reis aquemênidas, esculpidas nas rochas defronte ao templo do fogo Zoroastrista. Visita ao sítio arqueológico. Não é preciso usar de nenhuma imaginação para nos deixarmos transportar dos remanescentes arqueológicos à gloria de uma das primeiras superpotências do mundo antigo, cujo império alcançava da Macedônia à Índia É perfeitamente visível a importância de Persépolis não apenas como símbolo de um passado glorioso, mas, no entender de Robert Kaplan, como o aceno do futuro que anima as aspirações nacionais.

18º dia: Shiraz
Dia dedicado a exploração de Shiraz. Um clássico na cidade: a visita aos mausoléus dos poetas Hafiz.e Saadi. É frequente que muitos iranianos, de rosas na mão, aguardem em fila, pacientemente, a chance de prestarem uma homenagem aos poetas, numa síntese da quintessência da Pérsia. No percurso do dia: o palácio Narenjestan, Bazaar, a mesquita de Nasir-ol-Molk.

19º dia: Dias: Shiraz / Yazd
Pela manhã, partida por terra com destino à Yazd. À chegada, acomodação. Em meio aos ventos áridos do deserto, vamos ao encontro da cidade antiga, patrimônio da Unesco e centro do zoroastrismo. À tarde, visita às torres do silêncio, ao templo do fogo, mesquita de Jame, Mirchakhmaq Tekiyed, entre outros.

20º dia: Yazd / Isfahan
Pela manhã, partida por terra à Isfahan. Diz a Hipérbole Oriental que Isfahan é a metade do mundo. No auge da glória safávida, século XVII, Isfahan contava com 162 mesquitas, 273 banhos e 1.802 caravançarais. Era, já naquele tempo, uma grande concentração populacional; porém, por representar um organismo urbano secular, permaneceu uma cidade muito agradável para se caminhar a pé e se orientar pelos minaretes. Robert Kaplan descreve em seu livro Viagem aos confins da terra: "Com efeito, as várias tonalidades da faiança azul, destacadas pela caligrafia branca e pelo trabalho abside, dissolvem-se em uma beleza tão arrebatadora (...)". É uma beleza assustadora!

21º dia: Isfahan
Dia dedicado à exploração da cidade. No percurso, o complexo da Praça do Ema, a Mesquita da Sexta-feira, o Bazar de Isfahan, os pavilhões reais de Chehel Sotun e Hasht Behesht e as pontes sobre o rio Zayandeh.

22º dia: Isfahan
Dia livre para atividades independentes.

23º dia: Isfahan / Teerã / Frankfurt - check-in na companhia aérea
Pela manhã, partida por terra com destino a Teerã. Á chegada, acomodação no hotel para breve descanso. À noite, traslado ao aeroporto com check - in na companhia aérea. O embarque no vôo a Frankfurt está previsto para a primeira hora do dia seguinte.

24º dia: Teerã / Frankfurt / São Paulo
Às primeiras horas do dia, embarque no vôo com destino a Frankfurt. Chegada e desembarque no Frankfurt Main Internacional Aeroporto. Á chegada, utilizando o serviço de shuttle do aeroporto, comparecimento ao hotel nas imediações do aeroporto. À noite, utilizando o serviço de shuttle do hotel comparecimento ao aeroporto para embarque com destino a São Paulo.

25º dia: São Paulo
Pela manhã, chegada ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Se for o caso, prosseguimento para o vôo de seu destino final.

A programação inclui:

No Iêmen - Hotéis de primeira categoria e turística em Sana’a, quartos standard, pensão completa, veículo especial nos deslocamentos terrestres, guia local falando inglês, 03 águas minerais por pessoa durante os deslocamentos terrestres. Todos os vôos em classe econômica e seguro viagem incluso.

No sultanato de Oman - Hotel de categoria turística superior, quartos standard, café da manhã, guia local falando inglês, vôos em classe econômica e seguro viagem incluso.
No Irã - Hotéis de primeira categoria e turística superior, exceção a Yazd, quartos standard, pensão completa, guia local falando inglês, vôos em classe econômica e seguro viagem incluso.

Aguarde...em breve !