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O
budismo tibetano em poucas e (simples) palavras.
Desde
o desaparecimento de seu fundador, o budismo passou por múltiplas
evoluções. Já no fim do primeiro século
antes de nossa era, o budismo dividiu-se em duas grandes escolas
na Índia: o Mahayana - ou o grande veículo -
e o Hinayana - ou pequeno veículo.
Ao budismo tibetano interessa particularmente a corrente de
Mahayana. A compaixão e a noção de vacuidade
constituem os fundamentos do Mahayana, os quais evocam a necessidade
de compaixão e criam os Bodhisattvas. O céu
vazio do budismo antigo é então invadido por
milhares de santos, constantemente celebrados e glorificados
por cultos e sacrifícios. Os quatro principais Bodhisattvas
do Mahayana são: Maitreya, Avalokitesvara, Manurri
e Amitabha.
| Refúgio
aos que estão inquietos - através de um
certo número de valores - refúgios. Refúgio
no Dharma - a Lei , refúgio na Sangha - a comunidade.
Em muitos aspectos, age como um remédio eficaz
contra os inúmeros temores que nos afligem. |

Monges
tibetanos
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O budismo
tibetano consiste na busca espiritual solitária, mas
possui o mérito de indicar um caminho, protegido, semeado
de etapas que também servem como patamares e degraus,
assegurando assim a continuidade da evolução.
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Dança
sagrada
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Graças
à observância ritual e à celebração
das cerimônias coletivas ou individuais é
possível atingir um primeiro estágio de
tranqüilidade e paz. Dá-se início então
ao ensinamento propriamente dito, através do caminho
tântrico. O tantrismo tibetano desmaterializa os
conflitos individuais, depura-os até transformá-los
em energia. |
Graças
à observância ritual e à celebração
das cerimônias coletivas ou individuais é possível
atingir um primeiro estágio de tranqüilidade e
paz. Dá-se início então ao ensinamento
propriamente dito, através do caminho tântrico.
O tantrismo tibetano desmaterializa os conflitos individuais,
depura-os até transformá-los em energia.
É
possível comparar as técnicas ensinadas pelos
lamas tibetanos a uma peneira, pela qual são cuidadosamente
passadas as emoções, as paixões e os
desejos. Sua máxima é: "a condição
humana não variou no curso de milênios; é
preciso nascer, sofrer e morrer".
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As
Quatro Verdades Nobres do Budismo Tibetano
-
Tudo é sofrimento
- O próprio Gautama, antes de compreender a
natureza de nossa condição, não
a admitia.
- A
origem do sofrimento é o desejo - Sofremos
porque somos constantemente consumidos pelo desejo,
que sempre acarreta o sofrimento.
- Libertar-se
do sofrimento - O caminho está em abolir
o desejo.
- O
caminho do meio - Se nos deixarmos conduzir
pelos sentimentos, estaremos cedendo à tirania
das paixões insaciáveis. Perseguiremos,
fora de nós mesmos, compensações
que, por sua vez, engendram novos sofrimentos. O caminho
do meio é o caminho da paciência, pela
atenção, pela distinção
entre os pensamentos perturbadores
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Roda
de oração
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