Trajeto
de barco a caminho da long house
Foto: You Jae Ryuk
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Pela
manhã, em barcos típicos motorizados, navegamos algumas
horas rio acima, permeando a exuberante vegetação e as várias
comunidades ribeirinhas. Ora o rio se alarga, ora se estreita,
vencendo os muitos troncos caídos sobre seu percurso. A
água clara e a brisa fazem do percurso um passeio inebriante.
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Chegando
à tribo, nossos guias se identificam e o grupo segue rumo ao ruai
(espaço comunitário) à frente da bilik do chefe da comunidade. Dependendo
do mês de nossa visita, os membros da tribo estarão em menor ou
maior proporção ocupados nos campos, cuidando da colheita. A comunidade,
entretanto, está sempre representada por aqueles que se encarregam
de cuidar e zelar pelas crianças ou por aquelas atividades rotineiras,
diretamente relacionadas com as casas comunais.
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A
vida da comunidade pode ser observada sem constrangimento.
Se a recepção de estrangeiros não é uma atividade rotineira,
também já não configura uma novidade. As crianças nos acompanham
e impressionam com seu entusiasmo e tentativas de interagir
conosco - são elas que conhecem o idioma inglês e, prazerosamente,
insistem em praticá-lo conosco.
Não
demora muito para que todas as atividades pertinentes à visitação
se iniciem: a apresentação de danças folclóricas e rituais
é seguida por um brinde que gentilmente ofertamos ao dançarino,
como uma demonstração de apreciação ao seu desempenho individual.
Brindamos juntos e bebemos o vinho fermentado.
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Os
instrumentos musicais, sobretudo os " gendang" ( tambores) nas suas
12 variações, marcam fortemente a sua influência rítmica, junto
a flautas (como as seruling e serunai), entre outros. Finalmente,
bailarinas entram em cena com as típicas indumentárias e completam
o espetáculo. Neste momento, somos convidados a fazer parte do festa.
Enebriados pelo teor alcóolico do vinho e embalados pela marcação
dos tambores, o grupo entra literalmente na dança.
Segue-se
a tradicional oferta dos presentes ( que podem ser adquiridos no
dia anterior ou mesmo já reservados antes de sua partida do Brasil).
As "oferendas" são entregues ao chefe ou representante da tribo,
que as redistribuí a comunidade. Os presentes são simples e suprem
necessidades básicas da comunidade. Canetas, lápis de cor, blocos,
cadernos, biscoitos e chocolates são muito apreciados.
A
oferta de presentes naturalmente não é compulsória como também não
o é a aquisição do artesanato produzido na tribo - os quais, de
fato, têm preços superiores aos vendidos nos mercados e ruas de
Kuching. Por outro lado, é extremamente recompensador presenciar
o contato direto com seus produtores e a maneira como são produzidas
as peças, sobretudo as tramas com os fios das palmeiras. Aliás,
no ruai, os artigos expostos são apresentados e vendidos pelos próprios
produtores.
Continuamos, então, a exploração do espaço da comunidade. Percorremos
a totalidade do complexo sobre os ruais, caminhamos entre as famílias
que frequentemente nos param para uma pequena conversa. Os membros
mais velhos falam a língua dos malaios - Behasa Melayu - ou outros
dialetos, acompanhados por gestos que nos convidam a verificar o
que produzem ou a atividade nas quais estão envolvidos, como a secagem
da pimenta e seus diferentes processos ou os reparos nos seus bilik.
O
longo percurso pelo ruai nos leva ao rio, onde numa série de ações
se desenvolvem, como a atividade lúdica entre as crianças. O rio,
protegido pela vegetação dos raios diretos do sol, é em si um convite
ao mergulho. Talvez você prefira o banho no trajeto de volta, no
fim de tarde. Nossos condutores conhecem os melhores locais para
o mergulho. De qualquer forma, nadar nessas águas cristalinas é
um prazer imperdível. Portanto não esqueça a roupa de banho, filtro
solar, chapéu, óculos escuros, sandálias do tipo havaianas e uma
toalha, que pode ser fornecida no Resort de nossa acomodação.
O
almoço é no estilo Iban. Isto significa que a carne local é preparada
envolvida nas folhas de bambu e assadas na fogueira. Seria o churrasco
local. Vegetais e folhais acompanham a refeição. Na sobremesa, é
vez de nos deliciarmos com as frutas locais, todas nossas conhecidas.
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